A venda de novas cotas de consórcio para veículos atingiu o seu melhor mês em julho, com 170,8 mil unidades e alta de 4,5% sobre o mês anterior. O acumulado dos sete meses teve 1,13 milhão de novas cotas e alta de 7,6% sobre o mesmo período do ano passado. 

O crescimento continua sendo puxado pelos veículos leves (automóveis, picapes e utilitários), em que as novas cotas somaram 614,1 mil unidades no acumulado do ano, anotando alta de 20,1% sobre o mesmo período de 2016.

Os números foram divulgados pela Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac). Além das novas cotas, o segmento leve obteve outras altas importantes no acumulado do ano. O volume de créditos comercializados (resultado das novas cotas multiplicadas por seus valores) atingiu R$ 25,7 bilhões no período, aumento de 28%. O tíquete ou valor médio das cotas passou a R$ 43,2 mil, alta de 14,3%.

E os participantes ativos, aqueles que mantêm o pagamento das parcelas tendo ou não sido contemplados, aumentaram 6,5%. Já as contemplações cresceram apenas 1% no período. Esse é um reflexo, segundo a Abac, da redução do número de grupos em andamento nos anos recentes como consequência da crise econômica. A associação acredita que as contemplações voltarão a crescer com vigor a partir do fim do primeiro semestre de 2018 se o ambiente econômico ajudar.

PESADOS TAMBÉM EM ALTA 

Ainda que em menor número, os veículos pesados (caminhões, ônibus, semirreboques, tratores e implementos) continuam colaborando com o crescimento dos consórcios. A venda de novas cotas para pesados atingiu no acumulado do ano 28,9 mil unidades e cresceu 8,9% sobre os mesmos sete meses de 2016. 

O volume de créditos comercializados para pesados chegou a R$ 4,3 bilhões, aumento de 15,6%, e o tíquete médio atingiu R$ 153,2 mil nos sete meses, crescendo 28,2% sobre o mesmo período de 2016. Já as contemplações, 17 mil, recuaram 3,1%. Também houve pequena queda (-1,3%) nos participantes ativos, 275 mil.

RETRAÇÃO PARA MOTOS PERSISTE, MAS DIMINUI 

Ao contrário do que ocorre para veículos leves e pesados, a venda de novas cotas para motocicletas continua em queda. No acumulado até julho foram vendidas 491,1 mil unidades, volume 4,6% menor que no mesmo período de 2016. Mas essa retração vem diminuindo. Como exemplo, o primeiro quadrimestre registrava queda de 7,4% e o primeiro semestre, de 5,3%.

Pode-se até imaginar um empate com 2016 até o fim do ano, mas a Abac prefere não apostar nisso pelo quadro político ainda instável e também porque a disposição dos bancos para financiar motos pela modalidade CDC (Crédito Direto ao Consumidor) aumentou no primeiro semestre (veja aqui).

Fonte: ABAC

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