Você certamente já ouviu falar que o consórcio é uma forma de poupança. E, sem dúvida nenhuma, conhece a célebre caderneta de poupança, criada quando o Brasil ainda era uma monarquia.

Porém, o que é melhor: consórcio ou poupança? Que diferenças existem entre ambos?

Leia o post e tire suas dúvidas, avaliando 4 diferenças entre os dois!

1. Os encargos

Uma das primeiras diferenças que podemos citar entre consórcio e poupança é que a caderneta é livre de encargos. No consórcio, incide uma taxa administrativa, cujo percentual varia de acordo com a administradora.

Digamos que um determinado bem ofertado no consórcio custa R$ 150 mil, o prazo é de 120 meses (10 anos) e a taxa administrativa é de 14%. Logo, a taxa de administração em cada parcela será de R$ 175,00 ou 1,4% ao ano.

2. O poder de compra

Antes de decidir entre consórcio ou poupança, vamos analisar outras diferenças. No consórcio, o poder de compra do consumidor fica garantido, pois as parcelas sofrem reajustes acompanhando índices importantes.

Por exemplo, a Tabela FIPE serve para reajustar parcelas nos consórcios de veículos. Já o INCC pode ser o índice para reajustes em consórcios de imóveis. Outro índice muito aplicado é o IPCA, de inflação.

Assim, quando o consorciado for contemplado poderá comprar o bem que desejar, respeitando os limites da carta de crédito reajustada periodicamente.

No caso da poupança, essa não é uma verdade absoluta. O rendimento médio da poupança é de 0,5% mais a Taxa Referencial. Quando a inflação é mais alta que os rendimentos da poupança, o poder de compra do consumidor se perde.

Em 2015, por exemplo, a inflação acumulada até outubro alcançou o percentual de 8,53% enquanto a poupança teve rendimentos de 6,62%.

Nesse caso, se você deposita dinheiro na poupança objetivando comprar uma casa, um carro ou qualquer outra coisa, não é garantido que o dinheiro disponível depois de um prazo seja suficiente. A inflação pode ter superado a rentabilidade da poupança.

3. A liquidez e a disciplina

A poupança oferece boa liquidez e você pode sacar quando quiser. Mas se o seu objetivo for poupar para comprar um bem, os saques aleatórios não vão ajudar em nada. E você acabará nunca conseguindo atingir aquilo que almeja.

Além disso, quando você resgata antes do aniversário da poupança, perde o rendimento do mês.

A verdade é que você precisa ir depositando sempre uma determinada quantia sem efetuar saques. Exatamente o que acontece no consórcio. Você só terá direito a usar o crédito quando for contemplado através de sorteios ou lances. O dinheiro integral será usado na compra do bem, sendo que parte pode ser destinada a cobrir gastos com esse bem e parte pode ser usada para pagar parcelas do próprioconsórcio.

4. Consórcio ou poupança: entenda os conceitos

A escolha sobre se o melhor é consórcio ou poupança, não precisa ser tão extremista. Distinga bem os conceitos dos dois.

O consórcio é uma modalidade de compra (ou de crédito) cuja finalidade é formar poupança para a aquisição de bens móveis, imóveis ou serviços. Essa é a definição da própria ABAC (Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio).

A caderneta de poupança, conforme define a própria Caixa Econômica, é uma forma de investimento (pois, gera rentabilidade) popular, simples e de baixo risco.

Ainda que o consórcio seja uma poupança e possa ser usado como investimento (dependendo do uso que o consorciado faz da carta de crédito), a caderneta de poupança não é uma modalidade de compra, nem de aquisição de crédito.

Na verdade, existe um ponto em que consórcio e caderneta de poupança se integram. Quando o contemplado não usa logo sua carta de crédito, o dinheiro fica depositado em uma conta-poupança, gerando juros. Nesse caso, o consórcio está sendo usado como investimento através da poupança.

O que você prefere: consórcio ou poupança? Acha que eles se opõem ou simplesmente são conceitos diferentes com alguns pontos em comum? Faça seu comentário e compartilhe suas ideias!

Fonte: ABAC

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